domingo, 15 de fevereiro de 2009

"Flor é com flor..."

É parece que faz um tempo que não escrevo
Me falta tempo, não que o tempo inexista, mas minhas prioridades têm sido outras...
A moça dakela noite tornou-se minha amiga. Primeiro fiquei confusa com relação ao que havia sentido por ela... depois tornou-se claro. Eu havia me apaixonado por ela. Nos reencontramos algumas vezes e nos beijamos em várias situações, mas eu ainda tinha um namorado... e ela um outro amor.
Chamarei ela de Jasmim... ela tem cara de Jasmim. Pois sim,a minha amiga Jasmim amava outra pessoa... e por mais que até eu a quizesse estava ciente que seu coração não era meu, nem nunca fora. Mas ela ainda era minha amiga, e vendo-a sofrer por um amor não correspondido ofereci-lhe minha companhia e conselhos para tornar desse momento difícil, um degrau a ser subido.
E assim amigas permanecemos... mas recentemente fiz uma viagem que mudou muito meus pontos de vista.
Meu ex-vizinho/namorado (porque ele mudou-se para outro bairro) já estava mais conformado com o fato de sua namorada gostar de homens e mulheres, mas não aceitava ter que ver ou ouvir sobre o assunto, então decidimos que o melhor seria que ele nunca soubesse das minhas escapulidas e fingiamos que nada estava acontecendo, isso de comum acordo.
Mas sobre a viagem... conheci pessoas marcantes. Uma tornou-se uma boa amiga, América. Outra uma amante, Amelia. Outra um ponto de fulga, Tâmara. Vou explicar melhor.
America conhci numa situação engraçada, estávamos na fila para entrarmos num determinado local onde um grande evento ocorreria(... sem mais detalhes), e começamos a dividir sobre nossos interesses enquanto aguardávamos poder adentrar o local. Nossa conversa tornou-se cada vez mais envolvente até que eu revelasse, com uma mísera dificuldade, minha preferência sexual... ela em vez de afastar-se tornou-se ainda mais interessada no assunto...a conversa durou boas horas, trocamos e-mails e na saída nos despedimos. Fiquei pensando porque não aproveitei e lhe roubei um beijo, afinal provavelmente nunca mais nos veríamos... não tínhamos nada a perder... ou tínhamos?
Amelia estava no mesmo dormitório que eu durante aquela viagem que duraria 7 dias. Fiquei interssada por ela ser lésbica, e já que eu estava em viagem sentia-me anistiada a poder tocar qualquer mulher que assim o desejasse e conforme eu quizesse, então decidi aproveitar. Foi assim que nos conhecemos rasamente e nos beijamos por horas a fio num bar em que nós outros amigos do dormitório estávamos. Alguns ficaram surpresos, outros nem tanto, o certo é que essa brincadeira toda acabou em sexo... isto é, quase. Se bem que pra mim foi como se de fato fosse... qual o limite das carícias que determinam o que é e o que não é sexo entre duas mulheres? Mas que dormimos juntas dormimos... por dois dias e duas noites...
Ao último dia, na véspera do retorno foi quando eu a conheci, Tâmara. Já nos conhecíamos, mas naquela noite tudo tornou-se turvo e ao mesmo tempo claro...Estávamos num quarto enquanto 3 pessoas dormiam ao nosso redor...mas o desejo fora tanto aquela noite que nos transcendeu e quando demos por nós mesmas já estavamos trocando carícias cada vez mais intensas...
Isso tudo me fez ver muitas coisas (ainda que a luz estivesse apagada e eu só encontrasse sua boca por sentir e cheiro doce de sua respiração).
Uma foi do quanto os lábios de uma mulher são macios e saborosamente doces... as curvas nos envolvem, e ainda que inicialmente os corpos pareçam não se encaixar a liberdade de movimentos para buscar esse encaixe é muito maior... a pele macia tem cheiro de flores, e cada mulher tem um cheiro de uma flor diferente... ou de folhas ou frutos... mas mulher pra mim tem cheiro de planta rs*...
Eu amadureci nesses aspectos após a viagem... que aliás, foi extremamente prazeirosa...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu beijei uma garota, e tinha gosto de cereja

Aquele sábado era promessa de duas coisas: estudo (porque eu teria aula durante a manhã e a tarde), e diversão (pois à noite, aniversário da boate, a festa prometia).
Cheguei em casa à noitinha, tinha acabado de vir da aula, ninguém havia chegado então descansei e jantei, afinal eu sabia q iria beber e álcool+estomago vazio não presta. Chamei meu namorado e fomos nós dois mais um grande amigo. Lá estava lotado, nunca havia visto tanto hetero e gay juntos no mesmo lugar. Muito homem bonito, muita mulher bonita... o paraíso e o inferno eram ali mesmo.
Primeiro foi a stripper no palco que me empolgou, ela tirou tudo e a performance era ao estilo policial, bem bruta kkkkk. Uma loira de congestionar até avião, delícia. Ela dançava como ninguém, e eu, empolgadíssima com aquela moça dançava junto a uma morena que estava de costas pra mim. Aquilo foi me dando um tesão que ai mesmo que eu dançava bem coladinho a ela. E quanto mais eu esfregava os seios nas costas dela, mais ela parecia gostar, e mais eu me excitava. A essas alturas eu já havia virado tantos copos de Martini que nem sei mais contar. Martini com cereja, nunca vou esquecer. Ela por vezes virou o rosto, talvez pra ver quem “dançava com ela”, ou pra beijava quem a seduzia, por pouco nossos lábios não se recostam, fiquei com receio porque meu namor dançava logo atrás de mim, eu ainda não estava insana o suficiente para tamanha cara de pau. Depois, ao não obter reciprocidade, afastou-se e a perdi de vista. “Merda” pensei, talvez a última chance que teria de chegar tão perto em uma mulher bonita pra beija-la.
Foi aí que outra morena me chamou atenção, cabelo comprido liso, bateu aquele tesão que não resisti e comecei a encará-la. Ela me olhava, as vezes sem graça, as vezes com desejo, talvez até tentando desvendar os desejos que eu guardava atrás dos olhos. Um colega que conhecia a algum tempo, acompanhado de algumas moças incluindo ela estava lá, chamei-o e confessei-lhe meu interesse, aí ele me disse “mas menina, essa ta acompanhada”. Eu disse “que horror” e ruborizei o rosto. Mas, tranqüilizando-me, em seguida disse “mas tenho uma amiga que tu vai adorar conhecer”, e me apresentou a outra moça. De primeiro imaginei “putz, deve ser um canhão... ah mas não tem problema não vai rolar nada mesmo, afinal meu namor ta logo atrás de mim e nosso amigo também”, no entanto quando eu a olhei... poxa, nem sei dizer. No dia seguinte em um torpedo que lhe enviei, falei “foi um presente conhecê-la”, e de fato foi. A química surgiu rápida, seu cheiro, sua respiração, eu surtei, surtei e a beijei ali mesmo após trocarmos umas palavras. Eu tinha uma cereja na boca que era do copo de Martini que eu havia bebido, e perguntei se ela gostava de cereja, eis que a resposta foi positiva, então pus em lábios atraves dos meus...
Acho que ela adorou a cereja, obrigada Katy Perry, inesquecível...
Trocamos e-mail e telefone naquela noite, domingo, segunda nos falamos... eu não paro de pensar nela...
Ah e quanto a meu namor? Agüentou forte, como um verdadeiro homem, teve uma crise absurda de ciúme, mas suportou.

domingo, 21 de setembro de 2008

Hoje

Hoje foi um daqueles dias em que cheguei a conclusão de que as coisas são exatamente do jeito que têm que ser. Mudar por mudar... do que adianta? Muitas das coisas erradas que fiz começaram com um mudar por mudar... beijar por beijar... sexo por sexo... trair por trair...
Na sexta eu fui a uma festa e estava firme na decisão de não buscar companhia, pois a mim bastava a de minhas amigas. Minha melhor amiga (mas isso é outra história) não foi, acho que o namorado "não deixou" que ela fosse. Enfim, uma delas estava me dizendo que as demais já haviam conseguido ficar e nós duas éramos as únicas que estávamos sozinhas. Vimos 3 situações de namorados de amigas nossas que as traíam lá mesmo (entre eles o namorado da minha amiga que não foi - vai entender...!). Fiquei desapontada, triste... mandei na mesma hora um torpedo para minha melhor amiga... mas nõ sei o q passou depois na cabeça dela (explico logo logo).
Enfim, dançei com um carinha simpático, mas ele não tentou me beijar nem eu dei mole pra ele, só dançamos mesmo. Depois nos esbarramos enquanto estávamos eu e minha amiga (agora acompanhada) e um colega nosso (comprometido e que estava com outra amiga nossa) que coincidêndia ou não era amigo dele e o havia trazido.
Só sei que o acompanhante de minha amiga foi embora e todos fomos pra casa. Nosso colega estava de carro e sugeriu a carona (todas adoramos claro) e no carro fomos eu, minha amiga, o motorista e a companhia dele e o amigo.
No carro sentei do lado do carinha com quem havia dançado, ao meu outro lado estava minha amiga e outra colega que encontramos por lá. Papo vai papo vem (e lembrando que minha amiga começou a me encher porque eu havia bobeado não ficando com o carinha) acabei ficando com o rapaz. Fui deixada em casa, nos despedimos com outro beijo.
Depois liguei pro meu namorado, estava meio bêbada... mas disfarcei, se ele imaginasse onde eu estivera... No dia seguinte, encontrei as amigas na lanchonete, foi então que conversa vai conversa vem... descobri que o cara era casado, e depois de eu ter saido do carro minha amiga (a que me encheu pra ficar com o cara) pegou o cara também... agora vai entender, se ela tava a fim do cara pq insistiu que eu ficasse com ele?????
Não gostei, mas guardei pra mim.
Depois fui pra minha casa. Falei com minha melhor amiga, muito rápido. No dia seguinte sai pra praia (no caso hoje) com meu namorado/vizinho... aproveitei e fiz um anal logo de cara (tava afim mesmo de saber como era e dei)depois fui pra casa, cá estou, mas minha melhor amiga não me liga, nem atende minhas ligações... será que ficou chateada? E comigo?
Por ter contado a verdade??

quarta-feira, 9 de julho de 2008

...

Eu andei pensando muito sobre muitas coisas, devido a algumas situações que vivi nesses últimos dias.O meu amigo o que casado com o qual eu me encontrava não mais me procurou. Nem meu amigo que foi despedido juntamente comigo e alguns outros funcionários da empresa, nem o meu amigo da internet (que sabe perfeitamente das duas situações que acabo de descrever).Estou só. Não só... digamos que... estou num daqueles momentos em que penso no que quero colher daqui a algum tempo.Eu tenho feito muitas coisas das quais não me arrependo, mas também não me orgulho. Eu sou hoje resultado exato das coisas que fiz e deixei de fazer, e eu não seria quem sou hoje se não tivesse encarado as coisas como encarei, essas coisas, as novas coisas, que estive fazendo de errado só me fizeram entender que não é pra isso, somente isso, que estou aqui. Quero acreditar que há algo além de tudo isso.A postagem é curta, mas é só pra manter a sensação de que não esqueci de manter a minha vida de certa maneira incertamente exposta.
Que seja

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Bons tempos

Hoje pela manhã eu tava no ônibus pra faculdade e fiquei me lembrando do meu amigo com o qual trabalho (trabalhava, aliás, porque fomos todos demitidos rs*), o Pedro*. Quando eu cheguei por lá não conhecia nada, ele me ensinou a mexer com tudo por lá, até eu ficar craque suficiente e me responsabilizar pela empresa em alguns expedientes sem a ajuda dele.
No começo, qdo começamos a nos conheçer, de cara eu senti uma atraçãozinha por ele, mesmo namorando a gente acaba vítima disso (há uns anos eu diria "aí que vergonha!", hoje...), mas quando ele comentou que a namorada dele era a garota mais inteligente que ele conhecia desencanei e ficamos super amigos. Eu achava legal, porque afinal acredito que possa existir amizade entre homem e mulher (contrariando muita gente), dividíamos tudo, ele conhecia meus podres e qualificações, éramos honestos um com o outro. Um dia ele disse que tinha rompido com a namorada, eu em acreditei, eles se amavam tanto, mas ele jurava q era verdade. Ousei dizer: "Que nada rapaz, essas coisas tem volta!", mas ele mesmo dizia que não.
Ele passou toda a semana meio tristinho, e fiquei com pena, então convidei ele para ir até um arraial (já que era por esse mesmo mês de junho do ano passado), pra ver se ele se animava. Ele topou e fomos. Aí, cachaça vai cachaça vem... a gente começou a dança um Pé-de-Serra show que tinha num barraquinha por lá, primeiro segurando uma das mãos, depois as duas, depois o abraço...ah, o abraço... de repente, começou a ficar tão gostoso aquele abraço dele... enconstei o rosto no dele, bochecha com bochecha, e dançamos até uns minutos. Meu pescoço tava dolorido então resolvi virar pro outro lado do rosto dele, ele pareceu ter a mesma idéia... aí nossa bocas se cruzaram, se encostaram, se tocaram, e a gente se beijou.
Foi tão louco... depois eu virei o rosto pro outro lado e pensei: "Meu Deus, não era pra eu ter feito isso", aí virei de novo e nos beijamos novamente, e depois nos olhamos. Ele sorriu, e eu respondi com um sorriso sem graça. Depois disso tudo mudou.
Dormi na casa da minha avó que era mais proxima do que minha casa, passei a noite toda pensando no beijo. No dia seguinte, nos encontramos no serviço, mas não tocamos no assunto, eu estava tãããão sem graça...não pensava em outra coisa, tudo fora tão expontaneo na noite anterior...
Na semana seguinte tocamos no assunto e ficamos juntos por um tempo. Acontecera a pior de todas as merdas que poderiam me acontecer: Eu tinha um namorado, e estava apaixonada por outro!
Depois, começamos a sair pra tomar uma cerveja e entre um gole e outro rolava um beijo e um trago de cigarro. E no final a gente acabava na cama. Tudo acontecia rápido, e não atentamos para nossa situação, ou atentamos mas ignoramos. Mas com o tempo coisas foram acontecendo e eu fui caindo em mim... eu estava perdendo a razão por algo que acabaria não valendo tanto a pena.
Um dia, depois de perceber que eu não estava conseguindo lidar com akilo nós brigamos, er... eu briguei na verdade,fiquei por semanas sem falar com ele, trabalhávamos num clima extremamente desconfortável... era chato. Até que fizemos as pazes e aí finalmente começei a simplesmente "curtir" a situação, e na primeira vez que depois disso fomos pra cama e eu conseguir separar sexo de paixão me senti forte. Ai virou graça, as vezes faziamos amor na minha casa, do lado do meu namorado/vizinho... então começei a relaxar.
Depois começamos a beber menos, fumar menos, beijar menos, transar menos... até eu ser transferida pra outra empresa... aí acabou!
Puxa, hj é dia dos namorados e olha do que eu to falando...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

"Eu não pedi pra nascer"

Esse é uma dos primeiros protestos em que pensamos em fazer quando alguém que seja responsável pelo nosso nascimento nos fere injustamente. Nada mais justo, não?Foi como me senti há alguns minutos, talvez como eu tenha me sentido a vida toda por nunca estar à altura do posto de filha da mãe que tenho.
Talvez você possa pensar que eu sou mais uma daquelas adolescente revoltadas, fase em que todo mundo diz que existem desavenças entre mãe e filha, provavelmente em razão de como cada uma acaba encarando seu papel nessa fase. Talvez exista um pouco desse drama familiar, mas somente entende minha situação quem passou a vida sendo lembrado do quanto é incapaz de fazer algo aproveitável.
Honestamente não lembro de uma só coisa que eu tivesse desejado e minha mãe soltasse uma do tipo: "Não sei pra quê. Só gastar dinheiro... Pra quê? Só besteira... Tu não tem jeito, já tá gastando dinheiro com besteiras... Êita, mas toda hora tu inventa uma coisa"... etc, etc, etc
Com o passar do também eu acabei preferindo ser torturada a dizer o que mais eu queria fazer nessa vida. Prefeira guardar pra mim, ela não me deixava nem sonhar?!? Ela me educou pra pedir uma só vez, e eu aprendi bem! Se a resposta fosse sim, não tinha problema, se fosse não...era melhor nem insistir, era arriscado além de levar um não ainda ouví-la reclamar do que eu queria fazer.Eu qria tanto agradá-la que abri mão muitas vezes do que quiz fazer para não deixá-la irritada, ou chateada comigo. Um dia ela me esculhambou na ferente do meu primeiro namorado e tudo mudou. Estávamso os três na sala sentados no sofa,ela me chamou de tudo quanto é coisa, e ficamos calados, ela saiu da sala e eu me danei a chorar. Ele olhou pra mim sério e perguntou: "Porque tu estás chorando?", eu respondi "Poxa, tu não ouviu as coisas que ela falou de mim???","Sim","Então?","Mas ela só falou isso porque não te conheçe, agora eu te conheço e te falo que tu não é nada daquilo que ela falou!". Foi a última vez que chorei por causa dela.
Então decidi que nunca mais ia me importar com o que ela pensasse e que nunca mais abriria mão do que eu quero por causa dela! Por essa razão, conquistei nos ultimos 6 anos o que nunca consegui em 16. E hoje eu faço as coisas de que sempre tive vontade e nunca pude porque ela me fazia desacreditar.

Foi assim que mamãe me ensinou

Acordei hoje por volta das 10 e meia completamente destruída. Parecia que haviam me dado uma surra na noite anterior. Apesar de eu ter dormido 5 horas e meia(mais que as 5h q durmo durante a semana) parecia que eu havia passado a noite toda dançando... rsrsrs, e havia mesmo...
Ontem recebi um adiantamento no serviço e saí com meu namorado/ vizinho pra uma boate GLBTS aqui da minha cidade. Dançamos por horas, no entanto estávamos um pouco distantes. Como explicar... funciona assim: se você sai com alguém pra dançar você sai pra dançar com aquela pessoa certo?... comigo é um pouquinho diferente...
Por alguma razão eu não sou eu lá dentro, vai parecer papo de lunático, mas me transformo. A questão é que de alguma forma é como se eu mudasse, ou talvez lá eu me torne mais eu mesmo do que normalmente sou. Há um Q de sensualidade naquele lugar, não tem como ficar tímido alí. Mas até aí tudo bem... só que o porém é o fato de eu dançar sensualmente não pro meu namorado/vizinho, nem pros outro carinhas (heteros) que dançavam alí... mas pra outras mulheres.
A hst é antiga. Quando eu tinha 8 anos tive uma "amiguinha" um ou dois anos mais velha com quem muitas manhãs e tardes passei brincando. Nossas mães eram amigas e enquanto fumavam na cozinha acompanhas de uma café preto (ou sem leite, como preferir), ficávamos no quarto dela brincando de "casinha". Como éramos só nós duas alguém teria que fazer o papel do pai, e normalmente ela que fazia. Ela era loira, lábios carnudos e olhos cheios de desejo (se não, vai ver eu acabei crescendo com a fantasia de que ela fosse assim). Enquanto brincávamos muitas vezes ela tentou me beijar na boca, no começo eu colocava a mãe na boca e ela beijava por cima, depois ela tirou minha mãe explicando que assim não tinha graça e a gente trocava um selinho ou outro, sem maldade (pelo menos da minha parte).Cada vez que acontecia se tornava mais gostoso. Quando a gente se abraçava, sentir o corpo dela no meu era também muito prazeiroso.
O tempo passou e não nos vimos mais. Agora ela já se tornou uma mulher, casou há quase dois anos e tem um filho. Os traços apesar de terem amaduirecido com o tempo não mudaram... mesmo assim eu daria qualquer coisa pras entir aquele beijo de novo.
Acho que foi aí que começou tudo. Mas nunca levei esse desejo adiante porque havia sido educada para ser hetero (como todos nós não é mesmo?). Tive um namorado antes desse atual e nunca senti tanta vontade de me render a uma mulher como agora, acho que por causa da minha amiga tenho um enorme desejo por loiras. Eu sou hetero, mas tenho tara por mulher.
Tudo isso me veio a mente naquela noite, olhava aquelas mulheres me desejando e era inevitável não me exibir pra elas. Já meu namorado/vizinho não estava muito satisfeito (claro)... aí num teve jeito, tive que abrir o jogo com ele... que brincou dizendo "acho que tu ia mesmo gostar de uma mulher te ch...par", "ei pow, perai, não é só chegando e ir pegando não!" - respondi! E ele completou "eu sei... não é todo homem que tem a horna de te tocar". De repente, como uma filme mental, me vieram em mente todos os homens que já haviam me pego de jeito antes e durante meu relacionamento, até com o carinha da escola onde eu acava de me matricular, com quem fiz sexo por telefone quando tinha 16 anos mesmo sabendo que no dia seguinte iria encontrá-lo na sala... Encostei no ombro dele e disse que o amava, aí cochilei no ônibus de volta pra casa.